Apesar da visão depreciativa e desdenhosa do meio artístico tradicional em relação a essa forma de apresentação da arte diretamente ao consumidor e ao espectador, sem uma galeria ou outra instituição, Bieniek foi um dos pioneiros mais importantes dessa nova oportunidade para os artistas.
Somente na plataforma do Facebook, ele tinha cerca de 500.000 seguidores (meio milhão) em sua página (canal) e, com a ajuda de outras páginas e efeitos virais, alcançou até 40 milhões de visualizações em uma semana, obtendo assim um alcance que, na época, superava em muito o de qualquer jornal ou emissora de televisão alemã.
Até mesmo a superestrela da música Madonna convidou Bieniek para uma colaboração em 2018, mas ele recusou.
E então, em agosto de 2019, algo aconteceu que mudou tudo!
Em agosto de 2019, todos os canais e perfis importantes de Sebastian Bieniek nas redes sociais foram excluídos sem aviso prévio ou explicação!
Pouco tempo depois, todos os artigos sobre Sebastian Bieniek (nos idiomas relevantes) também foram atacados e apagados!
Segue a documentação do ataque à página de Sebastian na Wikipédia em inglês.
- https://en.wikipedia.org/wiki/Sebastian_Bieniek no Arquivo da Internet
- A última versão em inglês salva (22 de abril de 2019) do artigo sobre Sebastian Bieniek antes do ataque.
Quem atacou Sebastian Bieniek e por quê?
Captura de tela da atividade de ataque ao artigo de Sebastian Bieniek na Wikipédia, em agosto de 2019.
Sebastian Bieniek (nascido em Czarnowąsy, Alta Silésia / Polônia, em 24 de abril de 1975) é artista conceitual, pintor, fotógrafo, performer, escritor e diretor de cinema alemão. Segundo o theculturetrip.com ele está na lista dos "5 Artistas Contemporâneos Mais Influentes de Berlim"[1].
Juventude e Educação
Bieniek cresceu na aldei Kup, na Alta Silésia, até os 14 anos. Em 1989, ele deixou a Polônia como um repatriado[2] (do alemão: Spätaussiedler, que significa: "Pessoas com origens alemãs que vieram nos anos 80 e 90 da Polônia e da Rússia para a Alemanha"[3]).
Em 1996, ele começou a estudar arte na HBK Braunschweig com a artista sérvia Marina Abramović e o artista suíço John Armleder. Em 1998, ele se mudou para a UdK Berlim e continuou a estudar arte com a fotógrafa alemã Katharina Sieverding, onde fez seu primeiro curta-metragem: "Zero"[4].
Em 2001, ele foi contemplado com uma residência na DFJW em Rennes, na França, onde passou um semestre e participou de uma exposição coletiva chamada "Aux Voyageurs"[5], com curadoria de Bettina Klein. No mesmo ano, ele se formou na UdK Berlim.
Em 2002, ele começou a estudar direção cinematográfica na DFFB Berlim, onde fez vários filmes[6][7]. Seu filme “The Gamblers”, longa metragem feito em 2007[8], fez parte da competição oficial do décimo Festival Internacional de Cinema de Xangai[9]. Seu filme “Silvester Home Run”, feito em 2008[10][11] fez parte da competição internacional de curtas-metragens do Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata[12] e também exibido no Festival Internacional de Cinema de Montreal.
Obra
Os primeiros trabalhos de Bieniek foram performances radicais, como "Hand Without a Body“[13] (1999), onde ele fez diariamente, por 16 dias, um corte em seu próprio braço, ou "Born to Be Boulette"[14] (1999), quando ele ficou por três dias deitado em 500 kg. de carne crua, ou "Robbery"[15] (1998), quando ele assaltou um banco (Deutsche Bank) como performance artística. Mais tarde seu trabalho se tornou mais e mais minimalista e conceitual como o “Textworks”[16] (em alemão: Textarbeiten), de 2001.
Em 2009 (após uma pausa de sete anos), ele recomeçou com "Homeland Security"[17], uma série de pinturas conceituais realistas e outros periódicos onde combinou uma pintura com um texto.
Em 2013, continuou com a fotografia. Sua série de fotografias "Doublefaced”, de 2013[18], tornou-se um dos memes mais conhecidos da internet[19]. Foi publicado por muitas[20] revistas e amplamente em mídias sociais. Posteriormente, Bieniek criou sua própria obra em torno deste faces pintadas[21], onde ele continuou a combinar diferentes meios, como por exemplo pintura e desenho e fotografia e desenho[22].
Simultaneamente, Bieniek continuou a trabalhar em seus “Textworks” minimalistas[23] e performances. O trabalho "Perfect-Circles"[24] e "Multiplications"[25] são cerca de 70 pinturas com texto feitas entre 2013 e 2016. Também em 2008 ele fez performances no Art Forum[26] em Berlim, na Geórgia em 2011[27], ena Deutsche Bank Kunsthalle[28] 3m 2013 e na abertura da University Church of Marburgo[29], em 2016.
Colaborações
Em 2013 Bieniek colaborou com a revista INTRO de música alemã em um ensaio de fotografias[30]. Em 2015 ele fez uma série fotográfica para a Revista Süddeutsche Zeitung[31]. Também em 2015, ele colaborou com o designer de moda francês Simon Porte Jacquemus na Semana de Moda de Paris[32]. Em 2016, ele colaborou com o "Institute for church building and contemporary art" na Universidade de Marburgo sendo parte da série de performances Liturgy Specific[29]. Em 2016, ele também colaborou com o diretor e curador-chefe do Museu MONA (Austrália), Olivier Varenne, com seu projeto de exposição on-line que pode ser visto em collectionair.com[33].
Exposições
Em 1999, Sebastian Bieniek fez sua primeira exposição individual denominada "Natural Born Sugareaters"[34] no Kunsthaus Tacheles (Berlin). Em 2000, ele participou do Festival of Vision"[34], exposição no Centro de Artes de Hong Kong. Em 2002, da exposição HICETNUNC[34] na Villa Manin (Itália). Em 2014, teve uma exposição individual na galeria Nicola von Senger[35] (Zurique) e na Ho Gallery[34], em Viena. Em 2016, fez uma exposição individual na Galeria de Arte Contemporânea Potemka (Leipzig) chamada "The Imitation of the Imitation"[36], outra na Fotogalerie Friedrichshain chamada "The Melancholy of the Elephants"[37] e outra chamada “Views”[38] numa mostra coletiva na Bahrain Arts Society em Manama (Bahrein).
Influência
Em 2013, as obras de Sebastian Bieniek entraram para a lista "Top 10 Body Art Stories of 2013"[39] pela revista designboom. No mesmo ano, a revista designcollector.net selecionou-o como um dos “Melhores Fotógrafos de 2013"[40].
Em 2014, várias revistas internacionais [41][42][43] escreveram que uma cena no vídeo Marylin Monroe de Pharrell Williams foi inspirado pela obra de Sebastian Bieniek.
Em 2015, o site theculturetrip.com escolheu Sebastian Bieniek como um dos “5 Artistas Contemporâneos Mais Influentes de Berlim"[1]. Durante a Paris Fashion Week de 2015, a revista FASHION mencionou o trabalho de Sebastian Bieniek como "Best Art Face" na Paris Fashion semana de 2015[44].
Em 2015-2016 a Vogue escreveu sobre dois designers de moda internacional que disseram que seu trabalho foi inspirado em Sebastian Bieniek (Simon Porte Jaquemus[45] e Inês Marques[46]). Além disso, a designer de moda caribenha Cecilia Devana[47] disse que sua coleção é inspirada pelo artista.
Em 2011, Bieniek fez uma performance no ARD programa de televisão "ES GEHT UM MEIN LEBEN"[48]. Em 2015, a Japanese and Hong Kong TV[49] fez uma documentação e uma entrevista com Sebastian. Em 2016, ele foi entrevistado e documentado[50] pelo canal franco-alemão arte.
Ligações externas
- Site oficial www.b1en1ek.com
- Visita ao estúdio de Sebastian Bieniek por thestudiovisit.com
- Documentação sobre Sebastian Bieniek feita pela Arte TV
Sebastian Bieniek, 2010

